
Nota sobre o XXIII Encontro Nacional de Estudantes de Psicologia*
Estamos finalizando hoje o XXIII ENEP, mas o início dessa história na verdade, não é no dia 25. Não começa ali, e aliás, nem no ENEP Belo Horizonte. Voltamos alguns anos, ao ENEP Vitória, onde muitos de nós, do coletivo Belém, inclusive sequer estávamos presentes. Lá dávamos os primeiros passos do nosso movimento regional, que se fortaleceu e amadureceu durante esses anos. Esse movimento é o principal espaço de formação e/ou militância da maioria de nós, seja construindo o coletivo, ou participando dos encontros regionais.
Nós, do coletivo Enep Belém, temos posicionamentos políticos sólidos sobre movimento estudantil e sobre a construção de encontros. O coletivo ENEP Belém não reconhece o XXIII ENEP como uma realização da Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia. Não negamos nem esquecemos a ajuda que tivemos, pois isso seria injusto com alguns estudantes do coletivo gestor que, mesmo que em níveis diferentes, contribuíram com a construção do ENEP, e os reconhecemos enquanto comissão organizadora. O XXIII ENEP foi construído por estudantes de psicologia de vários estados do Brasil, e a maior parte da comorg não compõe o coletivo gestor. A CONEP enquanto entidade não construiu o XXIII ENEP. Reconhecemos a importância da articulação estudantil nacional e das executivas de curso, acreditamos na potencialidade do Encontro Nacional para essa articulação, e por isso o construímos, mas não reconhecemos a representatividade da conep da forma que se organiza atualmente.
Como dito, temos concepções sobre a construção de encontros estudantis, e acreditamos na construção coletiva, independente de cidade, entidade e grupos ou concepções políticas, e sabemos que ela pode acontecer.
O XXIII ENEP é um marco, por diversas questões. Além de ser o primeiro Encontro Nacional de estudantes de Psicologia realizado na região norte, em 23 edições, entendemos que ele teve como marco a pluralidade, que pôde ser vista na diversidade de formatos de atividades da programação, que contempla diferentes concepções de Movimento Estudantil. O que queremos é que ele também tenha marcado a pluralidade do Movimento Estudantil de Psicologia do Brasil, e a diversidade sociocultural das regiões, pra que o ENEP caminhe na direção de se tornar um encontro de fato Nacional de estudantes de Psicologia, e pra que a conep caminhe na direção de lutar pelas demandas reais dos estudantes do país.
Coletivo ENEP Belém
Estudantes de Psicologia UFPA/UNAMA
*Esta nota fora construída pelo Coletivo Enep Belém e lida na Plenária Final do XXIII ENEP - Belém/PA.
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